GRIPE: VACINAÇÃO É A MELHOR FORMA DE PREVENIR

Publicado em 29/05/2018


Com as oscilações de temperatura, principalmente com o clima seco e frio, surgem mais casos de gripe, que dependendo do paciente, podem ser perigosas e até fatais. Há diferentes tipos de gripe: a comum ou sazonal e a H1N1 (ambas transmitidas pelo vírus Influenza). Ainda existe o resfriado, que pode ser facilmente confundido com a gripe, principalmente em seu período inicial. Diante do alto número de casos da gripe H1N1, é importante saber diferenciar a doença de um simples resfriado e da gripe comum. Apesar de muito semelhantes, elas possuem agentes causadores diferentes e apresentam algumas distinções nos sintomas. Saber identificá- -los facilita o tratamento e evita complicações.


Resfriado


Causado principalmente pelos rinovírus e outros cinco grupos de vírus, atinge as vias aéreas superiores: nariz, faringe e laringe. As manifestações mais características são a coriza, sensação de narinas congestionadas e incômodos leves no corpo. Na maioria dos casos não há febre. Muitas vezes é confundido com quadros alérgicos.


Gripe comum


As gripes que atingem a maior parte população, geralmente no inverno, são causadas pelos vírus infl uenza. Eles são classifi cados em três tipos: A, B ou C. A gripe H1N1 é causada pelo tipo A e, por isso, qualquer outra manifestação está relacionada com os

vírus das categorias B e C. Os sintomas, porém, são muito semelhantes. Febre alta, dores musculares e de cabeça, tosse, espirro, dor nos olhos, congestão nasal, fadiga e calafrios são algumas das principais manifestações das gripes sazonais.


Gripe H1N1


O vírus infl uenza do tipo A, causador da gripe suína, recebe esse nome justamente porque pode atingir humanos e porcos. Os sintomas da infecção são muito semelhantes aos de qualquer outra gripe, mas podem se manifestar de uma forma mais intensa: a pessoa sente muitos calafrios, tem tosse seca e contínua, náuseas, diarreia e até rouquidão. A dispneia (falta de ar) é muito frequente e deve ser motivo de preocupação.

Diante desses indícios, é fundamental buscar ajuda médica. O vírus H1N1, em especial, replica- se com facilidade nas regiões próximas aos pulmões, gerando risco de infecção, enquanto os vírus da gripe sazonal se concentram apenas na região do nariz até a traqueia. Por acometer as vias aéreas inferiores, seu potencial de malignidade ao paciente é muito maior, se manifestando com quadro de pneumonia viral, com sérias complicações e risco de morte em indivíduos susceptíveis.


Transmissão


A gripe H1N1 é altamente contagiosa, tendo a via aerógena como principal via de disseminação, afetando, geralmente, as pessoas no fi nal do outono, inverno e começo da primavera. Pode também ser transmitida de forma direta, através de perdigotos expelidos pelo portador do vírus. O vírus infl uenza possui um período de incubação com média de 2 dias e intervalo de 4 dias, sendo que o período de contágio inicia-se de 1 a 2 dias, durando até 5 dias após o aparecimento dos sintomas.


Sintomas


Os principais sintomas apresentados são calafrios, febre e debilidade física, que podem

ser acompanhadas por dores no corpo, tosse, espirros, cefaleia, dor de garganta, congestão nasal, irritação nos olhos. Como a imunidade do indivíduo fica muito baixa, pode ocorrer infecções parentes da gripe comum, difi cultando muito a recuperação do paciente.


Tratamento


Recentemente, surgiram no mercado brasileiro alguns medicamentos antivirais que tratam

especifi camente a gripe suína, devendo ser usados nos 3 primeiros dias após a instalação da doença.


Prevenção


A melhor forma de prevenir a gripe e suas complicações é através da vacinação. Essa vacina é inativada e possui uma efi cácia de até 90% em pessoas sadias. No entanto, as mutações sofridas pelo vírus da gripe impossibilitam a criação de uma vacina eficiente contra todos os tipos de vírus.

As boas práticas de higiene também ajudam a evitar a contaminação por esse vírus, como por exemplo, usar água morna e sabão na higiene das mãos e evitar o contato com pessoas possivelmente contaminadas (que esteja tossindo ou espirrando).


Dr. Pedro Ricardo S. Compasso – CRM PR 23008

Pós-graduado em Cardiologia; especialista em Pneumologia; Mestre em Ensino nas Ciências da Saúde – Área de Tabagismo e professor de Pneumologia do curso de Medicina da UEPG Saúde